13 Jun

Mais uma greve na CP…

Para quem não está informado (soube apenas há pouco quando abri a página do JN Online, isto para quem viaja diariamente na CP não me parece muito sério), haverá mais uma greve na CP na próxima terça-feira, entre as 05h00 e as 16h00.

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Já o disse algures mas repito aqui. Esta situação quem pretende beneficiar? Ora vamos a dissecar um pouco isto:

  • A CP é uma empresa pública que ocupa a totalidade do espaço ferroviário português, alocado à REFER.
  • Nesse sentido, não há uma concorrência ferroviária que possa servir de alternativa a este serviço de transporte público.
  • As “alternativas rodoviárias” são demasiado escassas e caras para que se possam caracterizar como verdadeiras alternativas.
  • A maior parte das receitas da CP provêm de passes mensais, e não de bilhetes esporádicos.

Assim sendo, quem é que vai beneficiar com mais esta greve? O maquinista? A CP? O utente?

O maquinista vai ficar em casa, sem receber.

A CP vai receber o dinheiro do passe que já foi previamente pago, vai poupar em custos operacionais dado que não vai ter comboios a circular, vai poupar em salários que não paga aos seus trabalhadores.

O utente vai sair de casa ainda mais cedo, gastar dinheiro em outros transportes, ou então em gasolina + portagens + estacionamento para poder chegar ao seu local de trabalho. Isto quando, obviamente, já pagou o passe da CP.

Já vamos na quarta greve da CP (Maquinistas ou Revisores) este ano. Pelos vistos não será a última. Assumindo desde já todo o direito à greve que o trabalhador tenha, acho que esse direito só deve ser utilizado quando efectivamente conseguir marcar uma posição e causar efectivo prejuízo à entidade patronal, provando assim que as suas reinvindicações são legítimas, o que não é manifestamente o caso. Aqui quem se lixa será mais uma vez o mexilhão, ou seja, o zé povinho que tem de ir trabalhar diariamente, conformar-se com mais esta greve, e no dia seguinte volta à CP porque não tem outras alternativas.

Senhores maquinistas, senhores revisores….Sejamos sérios, OK?

10 Jun

Escolas públicas sem sites há uma semana devido a mudança para nova rede informática

Retirado do Público Online:

Os sites e endereços de correio electrónico de milhares de escolas públicas que se encontravam alojados nos servidores das Fundação para a Computação Científica Nacional estiveram inacessíveis durante pelo menos oito dias devido à migração destas páginas para uma nova plataforma de rede fornecida pela Portugal Telecom.

O Ministério da Educação (ME) fez saber hoje que o e-mail dos estabelecimentos de ensino já estava a funcionar, mas os sites das escolas permaneciam inacessíveis.

De acordo com o ME, a mudança na infra-estrutura, que envolve todas as escolas públicas do básico ao secundário, deve-se “ao aumento exponencial nos acessos” à rede e não tem ainda um prazo para estar concluída. Segundo a tutela, os estabelecimentos de ensino foram todos avisados através das Direcções Regionais de Educação.

Há, porém, escolas que foram apanhadas de surpresa. Pedro Araújo, presidente da direcção da associação nacional de dirigentes escolares, e que é também presidente do conselho executivo da Escola Secundária de Felgueiras, diz não ter havido qualquer justificação para a interrupção no serviço. “Há cerca de uma semana quando o site e o e-mail ficaram indisponíveis não sabíamos sequer se o Ministério tinha conhecimento da situação ou se era apenas um problema de gestão da rede”, afirma.

Os endereços de correio electrónico institucionais funcionam como um canal privilegiado de comunicação entre os serviços do ministério e as escolas, por onde são emitidas convocatórias, circulares e outro tipo informação. A interrupção nas ligações obrigou, por isso, a que se recorressem a formas alternativas de comunicação com as escolas. “Recebemos alguma informação por correio normal, mas como não conseguimos ter acesso ao e-mail desconhecemos se houve alguma perda de informação”, refere Pedro Araújo.

Desde 1993 que a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) era responsável pela rede de Internet que unia as escolas públicas e que, em 2005, cobriu cerca de 8300 estabelecimentos de ensino com acesso internet de banda larga. Grande parte dos sites das escolas estavam associados à Rede Ciência Tecnologia e Sociedade (RCTS), que é gerida pela FCNN e que alberga os sites de outras instituições de investigação científica e educação.

Os dados estão a ser agora transferidos para uma plataforma alojada na PT e, de acordo com o ME, os serviços de manutenção da rede vão passar a ser prestados pela empresa Sysvalue.

Além dos sites e dos endereços electrónicos serão também transferidos para um novo alojamento de rede as plataformas de ensino e aprendizagem em linha (conhecidas como plataformas Moodle), que as escolas começaram a criar a partir de 2007 e que permitem criar espaços de apoio a disciplinas, projectos e outras actividades através da rede. Em relação aos dados que estavam alojados nestas páginas, o ME diz que não houve qualquer perda de informação e que esta voltará a ser disponibilizada em breve.

Só posso dizer que, se fizesse uma migração destas neste nível, no meu trabalho, com este delay, estava neste momento à porta do Centro de Emprego…

Hoje em dia o email é uma ferramenta fundamental, e a Web já começa a ser veículo de informação de exames e matérias de estudo, fazendo (finalmente) do e-learning uma realidade. É inadmissível e inaceitável que haja esta displicência com este bem de primeira necessidade nas escolas.

Sic transit gloria portugali

08 Jun

Das SCUT’s e Portagens e o Norte

E pronto, a pouco mais de duas semanas da entrada em vigor das portagens nas SCUT’s do Norte (sim, só e apenas no Norte), veio finalmente a saber-se o preço das mesmas: 8 cêntimos por quilómetro.

Ora isto, para mim, a usar diariamente a A41/A42, significa que diariamente pagaria quase 9 euros de portagem para fazer cerca de 100 quilómetros diários. Isto numa estrada construída e paga com fundos europeus e com os nossos impostos, vamos pagar um valor que é ABSURDO pela sua utilização. 9 euros diários para ir e vir para o Porto trabalhar é incomportável.

Olhando para as alternativas, tenho a A4, portajada pela Brisa e tenho a Estrada Nacional. Nesta última não podemos falar de uma verdadeira alternativa. Quem conhece a Nacional 207 sabe bem o quanto custoso e moroso é atravessar Valongo e Ermesinde.

Relativamente à A4, ainda é mais ridículo. A portagem diária (ida e volta) ficaria-me por singelos 3,70€. Três euros e setenta cêntimos, contra os 9 euros diários pagos nas ditas SCUT. Isto é normal? As portagens de algo feito com o dinheiro dos nossos impostos e das contribuições europeias são duas vezes mais caras do que aquelas portajadas pela Brisa?

E sim, isto é um atentado a uma das regiões mais pobres do País. De zonas que precisam de escoar os seus produtos e serviços para o Porto. Caso contrário ainda ficaremos um país mais centralizado na zona de Lisboa.

Porque não pagam portagens na Via do Infante?

08 Jun

Este ano o Mundial vai ser diferente para mim…

Sim, este ano vou ter uma experiência diferente com o Mundial. Vou vê-lo mas não vou ouvi-lo. Isto porque é IMPOSSÍVEL ver um jogo sempre com o som irritante da PORRA das Vuvuzelas.

A sério, não há paciência para conseguir ouvir isto. Está neste momento a dar o Portugal – Moçambique e o único som que se ouve, mesmo sobre o som dos comentadores, é o barulho infernal dessa corneta do Diabo. Por isso, ou haverá uma forma de as televisões/rádios filtrarem o som dessa trombeta, ou não terei outra hipótese senão cortar o som à televisão.

Raios partam as vuvuzelas…Eles é que têem razão. Espero é que os inventores desta moda fiquem realmente surdos com a m3rd4 das gaitas.




04 Jun

Eu ainda sou do tempo…

…em que tinha de ir às aulas, fazer os exames todos, e esforçar-me para passar de ano.

Não, não sou do tempo da PGA. Entrei para o 10º ano na altura em que a PGA acabou. Mas fiz os exames nacionais a TODAS as disciplinas. Português, Matemática, Física ou Química, Inglês, Francês, Filosofia, Psicologia, etc etc etc.

Sim, eu sou do tempo da famosa Geração Rasca. A tal que não tinha objectivos, a tal que não tinha futuro, a tal do “Não pagamos..”, a tal que queria facilitismos em tudo, e sim, a tal que mostrou o cu à Ministra da Educação, então a Manuela Ferreira Leite.

Hoje em dia é tudo mais facilitado. Há as Novas Oportunidades, há os Magalhães, os E-Escolas e E-Escolinhas, os alunos só fazem os exames que precisam, há os Maiores de 23, há um Estatuto do Aluno, há regimes de faltas simples, e infelizmente também há um cada vez maior desrespeito nas salas de aulas para com os professores.

Se no meu tempo nos arrepiávamos sempre que ouviamos falar no Conselho Directivo, hoje os alunos até se riem…

Não bastava isto, os telemóveis dentro da aula, os professores que se suicidam, as Katyzinhas deste país, os alunos a suicidarem-se, agora abro o jornal e vejo que alunos com mais de 15 anos e no 8º ano, podem passar automaticamente para 0 10º fazendo apenas alguns exames.

Ora penso eu, se estão no 8º com 15 anos, é porque chumbaram de ano. Se chumbaram de ano, ou se estão a borrifar, ou não tem as capacidades necessárias ( e quando falo em capacidades não estou a dizer que são burros, mas que não conseguem transmitir para o papel os conhecimentos – e são tantos por aí). E se não passaram de ano, não os estou a ver a fazer um exame do nível do 9º ano. Suponho então que sejam exames “especiais” (leia-se facilitados).

Não sei se sou retrógado, ou se realmente as coisas estão a caminhar para o mau sentido. Vamos ser cada vez mais um país de Doutores e Engenheiros burros como uma porta. Sim, daqueles Engenheiros com cursos tirados ao Domingo e por fax.

E ainda por cima não nos resolve os problemas. Pelos vistos, continuamos com índices de Educação bastante baixos relativamente á Europa.

Digo-vos, tivesse eu 15 anos, deixava de estudar, os meus pais eram obrigados a manter-me até aos 18, e aí entrava nas Novas Oportunidades, vinha com um computador por meia dúzia de trocos, e fazia o 12º com uma perna às costas.

Mas não, eu fiz mesmo os exames todos. Eu não podia faltar às aulas. Eu não tinha telemóvel. Eu tremia sempre que um professor levantava a voz.

Mas sim, eu era da Geração Rasca. Mas posso dizer isto: era da Geração Rasca e COM MUITO ORGULHO.